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Previsões Forex (18 a 23/01): Dólar Em Alta, Ouro Rumo a US$ 5.000 e o Momento Do Peso Mexicano
Resumo:Este artigo desvenda as previsões e análises técnicas para os principais pares cambiais e commodities, mapeando os níveis críticos que os traders devem vigiar nos próximos dias. De potenciais ataques militares no Golfo Pérsico a decisões de bancos centrais em países como México e Austrália, uma teia complexa de fatores irá ditar os movimentos do mercado, exigindo atenção redobrada e estratégias bem definidas.

Publicado em 18/01/2026
A semana que se inicia em 18 de janeiro de 2026 promete ser um campo de batalha entre forças macroeconômicas divergentes, definindo os rumos para os principais ativos globais. Enquanto o dólar americano exibe uma resiliência notável frente a um amplo leque de moedas, pressionado por um ambiente de incerteza que favorece sua liquidez e status de refúgio, os metais preciosos seguem sua trajetória altista quase ininterrupta, desafiando a lógica de qualquer correção significativa. Paralelamente, ativos de risco como o Bitcoin e o NASDAQ 100 tentam encontrar o momento propício para romper com fases de consolidação, aguardando um catalisador claro. Este artigo desvenda as previsões e análises técnicas para os principais pares cambiais e commodities, mapeando os níveis críticos que os traders devem vigiar nos próximos dias. De potenciais ataques militares no Golfo Pérsico a decisões de bancos centrais em países como México e Austrália, uma teia complexa de fatores irá ditar os movimentos do mercado, exigindo atenção redobrada e estratégias bem definidas.
O Dólar Em Alta: A Moeda Que Encontra Força Na Incerteza
A narrativa de força do dólar norte-americano (USD) ganha corpo diante de um cenário global fragmentado. A análise semanal aponta para uma pressão de baixa consistente no euro (EUR/USD), que, após uma tentativa fracassada de rally, retornou para a proximidade do suporte crucial de 1,16. O grande piso, no entanto, está estabelecido no nível psicológico de 1,14. Uma ruptura abaixo deste suporte seria um evento significativo, sinalizando uma aceleração da força do dólar e possivelmente abrindo caminho para uma nova onda de apreciação da moeda americana. A libra esterlina (GBP/USD), por sua vez, demonstra relativa resiliência histórica, mas também sucumbe à pressão, encontrando uma barreira na região de 1,35. A sensação é de que o USD está conseguindo impor sua força de maneira ampla, um movimento que encontra eco na luta do dólar australiano (AUD/USD) para sustentar ganhos, mesmo diante de um Banco Central da Austrália (RBA) com viés mais hawkish que seus pares.
Um caso particular e de extremo interesse é o do peso mexicano (USD/MXN). Aqui, observamos uma dinâmica oposta: o dólar enfraqueceu significativamente frente à moeda mexicana, negociando agora abaixo do patamar de 18 MXN. A previsão é de uma continuação desta trajetória de baixa, com um alvo estabelecido em 17,5 MXN. Este movimento é amplamente atribuído à postura firmemente hawkish do Banxico, que reiterou sua intenção de manter a taxa de juros em 7%, um dos patamares mais altos entre as grandes economias. Este diferencial de juros cria um “carry trade” atrativo para quem vende USD/MXN (compra MXN), recebendo um swap positivo diário, tornando a posição vendida estruturalmente favorável no momento. Este par destaca como políticas monetárias divergentes podem criar exceções notáveis à tendência geral do dólar.
Ouro e Prata: Os Refúgios Que Desafiam a Gravidade
No universo dos metais preciosos, a palavra de ordem é forte tendência de alta. O ouro (XAU/USD) não apenas manteve sua força, como rompeu a barreira dos US$ 4.600 na semana passada, confirmando um sentimento extremamente otimista. Os fundamentos que sustentam esta marcha são robustos: compra contínua por bancos centrais globais, um ambiente de juros que permanece accommodative na maioria das economias desenvolvidas e, acima de tudo, o gigantesco montante de dívida global, que corrói a confiança nas moedas fiduciárias. A previsão é que qualquer recuo de curto prazo seja uma oportunidade de compra, com a comunidade de analistas mantendo o alvo psicológico de US$ 5.000 por onça como um destino plausível para 2026.
Sua prima mais volátil, a prata (XAG/USD), vive um momento ainda mais explosivo. O metal rompeu a importante resistência de US$ 90, consolidando ganhos monumentais. Embora enfrente algum “pushback” técnico natural após uma subida tão íngreme — o que o analista Christopher Lewis chama poeticamente de “gravidade” —, a estrutura permanece altista. Os compradores estão ávidos para entrar em qualquer pullback, estabelecendo o nível de US$ 80 como um piso potencial no curto prazo. O olhar dos traders de prata está fixo no horizonte, no alvo redondo e histórico de US$ 100 por onça. A combinação de sua natureza de ativo de refúgio com a demanda industrial e a conhecida escassez física cria um coquetel poderoso para altas adicionais.
Ativos De Risco e Commodities: À Espera De Um Catalisador
No espectro de ativos de risco, o Bitcoin (BTC/USD) apresenta um quadro construtivo. A criptomoeda rei conseguiu uma conquista técnica importante ao superar a resistência de US$ 95.000, embora tenha encontrado resistência na Média Móvel de 50 Semanas (50 Week EMA). A análise sugere que o mercado está formando um padrão de acumulação, indicando que os compradores estão se posicionando silenciosamente. A previsão é de um rompimento final para o lado positivo, impulsionado por qualquer catalisador que acenda o sentimento de “risk-on” nos mercados. O próximo grande alvo técnico está estabelecido em US$ 107.000, em um movimento que pode consumir tempo, mas cuja direção parece favorável aos bulls.
O índice NASDAQ 100, termômetro da tecnologia global, encontra-se em uma fase de consolidação claramente definida. A chave para uma nova onda de alta está na capacidade de romper e se sustentar acima do nível de 26.000 pontos. Um movimento decisivo acima deste patamar poderia desencadear uma nova onda de compras. No curto prazo, recuos devem ser vistos como oportunidades de entrada, com a temporada de resultados corporativos das grandes empresas de tecnologia, que se inicia nas próximas uma ou duas semanas, atuando como o principal catalisador fundamental. Os lucros das gigantes do setor terão o poder de validar ou negar as altas avaliações atuais, direcionando o índice.
Por fim, o petróleo WTI apresenta um cenário de volatilidade elevada e fundamentalmente frágil. A commodity encontrou um suporte maciço em US$ 55, mas sua capacidade de sustentar ganhos é questionável, dado que a oferta ainda supera a demanda global. O grande fator de risco — e potencial catalisador para uma disparada — são as tensões geopolíticas, com foco especial na possibilidade de ataques militares contra o regime iraniano. Sem um choque desse porte, o petróleo deve lutar para manter os ganhos, operando em um ambiente de nervosismo onde notícias contraditórias podem causar movimentos bruscos. Traders devem estar cientes do feriado de Martin Luther King Jr. Day nos EUA na segunda-feira, que reduzirá a liquidez e pode amplificar movimentos.
Conclusão: Navegando Entre Forças Opostas
A semana de 18 a 23 de janeiro de 2026 se configura como um período de definição de tendências. De um lado, a força broad-based do dólar americano pressiona moedas principais, encontrando uma notável exceção no peso mexicano, sustentado por juros altos. Do outro, os metais preciosos, especialmente o ouro e a prata, seguem sua marcha altista quase inquestionável, alimentados por ansiedades macroeconômicas de longo prazo. No meio deste cabo de guerra, ativos como Bitcoin e o NASDAQ 100 aguardam sua hora, consolidando-se para o próximo grande movimento.
Para o trader, a lição é de seletividade e atenção aos níveis técnicos. Estratégias de venda em rallies podem ser viáveis em pares como EUR/USD e GBP/USD, enquanto pullbacks em ouro e prata devem ser encarados como oportunidades de posicionamento de longo prazo. A operação no USD/MXN parece ter uma direção clara, favorecida pelo carry trade. Já no petróleo e nos índices de risco, a paciência e a espera por um catalisador definidor são virtudes essenciais. Em um mercado onde a gravidade tenta puxar alguns ativos de volta, enquanto a liquidez global e o medo empurram outros para novos patamares, o sucesso estará com quem melhor conseguir identificar qual força está comandando cada ativo em particular.

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